
Um total de 32 deputados estaduais e federais eleitos em 2022 ficará sem mandatos a partir de 2027. O número é resultado de um percentual de 33,33% de renovação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), equivalente a 21 cadeiras – exatamente um terço – e outros 12 nomes que deixam a Câmara dos Deputados, com uma renovação de 30,77% com relação ao total de 39 cadeiras.
Entre os destaques da AL-BA estão os parlamentares de campos diretamente opostos: Leandro de Jesus (PL), da oposição bolsonarista, e Hilton Coelho, da bancada independente do PSOL.
No caso de Hilton Coelho, o deputado era candidato à reeleição, mas não obteve a margem de votos necessária. O parlamentar somou 64.500 votos, mas a única vaga obtida pelo PSOL no quociente eleitoral ficou com Kleber Rosa, que obteve 68.921. Já Leandro de Jesus concorria a vaga de deputado federal, na qual obteve 91 mil votos, mas acabou na suplência.
Além dos nomes que ficarão sem cargos eletivos, outros nomes deixaram o parlamento estadual para compor a bancada baiana em Brasília. São eles os deputados estaduais Manuel Rocha (União) e Olívia Santana (PCdoB), eleitos para o Congresso com 104 mil e 123 mil votos, respectivamente.
Ainda há casos, como o do deputado Nelson Leal, que não concorreu a nenhum cargo eletivo neste pleito. Já o deputado estadual Binho Galinha (Avante) teve o registro de candidatura à reeleição indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Apesar disso, obteve 23 mil votos.
Já na Câmara dos Deputados, chama a atenção a ausência de nomes como Lídice da Mata (PSB) e Zé Neto (PT).
No caso da presidente do PSB, ela ficou na 1º suplência da vaga obtida pelo partido em Brasília – conquistada pelo deputado Mário Negromonte Júnior – após somar 89 mil votos na disputa. Zé Neto recebeu cerca de 105 mil votos em toda a Bahia, sendo mais de 60 mil em Feira de Santana, mas também não conseguiu uma cadeira.