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‘‘Férias é no Zoo’’ leva mais de 11 mil visitantes ao Parque
O Parque Zoobotânico da Bahia realizou, entre os dias 27 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026, o projeto “Férias é no Zoo”, uma programação especial...
10/02/2026 23h01
Por: Redação Irecê Repórter Fonte: Secom Bahia

O Parque Zoobotânico da Bahia realizou, entre os dias 27 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026, o projeto “Férias é no Zoo”, uma programação especial voltada para estudantes, famílias e visitantes que buscou unir lazer, aprendizado e contato direto com a natureza durante os últimos dias das férias escolares. Ao longo do período, 11.628 pessoas visitaram o parque e participaram das atividades oferecidas.

A iniciativa foi pensada como uma oportunidade de ampliar os espaços de educação ambiental dentro da cidade de Salvador. De acordo com a gestora do Parque, Ana Celly, o projeto teve como foco proporcionar experiências que despertassem o interesse do público para a conservação ambiental. “A ideia foi oferecer mais um espaço de aprendizado e lazer, onde as pessoas pudessem aprender de forma interativa e integrada à natureza”, explicou.

Entre as ações desenvolvidas, as salas sensoriais chamaram a atenção do público. Em uma delas, os visitantes entravam em um ambiente que simulava um fragmento conservado da Mata Atlântica, com estímulos sonoros, visuais e térmicos. “É uma sala sensorial, onde as pessoas conseguem ouvir a vocalização dos animais, perceber o microclima e vivenciar uma imersão na Mata Atlântica”, afirmou Ana Celly.

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Ao lado desse espaço, outra sala apresentava um cenário oposto, representando os impactos causados pelos incêndios florestais. No local, educadores ambientais explicavam as consequências do fogo sobre a fauna, a flora e o solo. “A gente mostra o que acontece depois do incêndio, como a morte de árvores e animais, a perda das sementes e a degradação do solo”, destacou a gestora.

Próximo da sala sensorial da Mata Atlântica, existia o serpentário, onde os visitantes também puderam conhecer diferentes espécies de serpentes expostas em terrários. A atividade teve caráter educativo e buscou aproximar o público desses animais, muitas vezes cercados por medo e desinformação. Segundo Ana Celly, o contato direto contribuiu para desmistificar as serpentes e ampliar o conhecimento sobre espécies que não fazem parte da fauna brasileira.

A programação incluiu ainda a doação de aproximadamente 400 mudas de espécies da Mata Atlântica, incentivando práticas de conservação ambiental, bem como a distribuição de revistas educativas do Zoo, além da participação da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), que apresentou equipamentos utilizados no trabalho de fiscalização e desenvolveu ações de educação ambiental com o público.

Outro momento que despertou grande interesse foi o zoolcolé, uma atividade de enriquecimento ambiental em que alimentos do cardápio dos primatas são transformados em picolés, estimulando comportamentos naturais dos animais. O projeto contou também com o Zoo Noturno, considerado um dos pontos altos da programação. As vagas para as duas sessões esgotaram em poucos minutos após a abertura das inscrições, demonstrando a grande procura do público.

De acordo com a gestora, o Zoo Noturno permite que os visitantes conheçam melhor os hábitos dos animais de comportamento noturno, muitas vezes não observados durante o dia. “À noite, o parque se transforma. As pessoas conseguem ouvir os sons dos animais e vivenciar o zoológico de uma forma diferente, que não parece estar dentro da cidade”, ressaltou.

Para Ana Celly, o balanço do projeto foi extremamente positivo. “Tivemos um público grande e diverso e conseguimos cumprir o nosso principal objetivo, que é a educação ambiental. A intenção é que as pessoas levem esse aprendizado para o dia a dia e se tornem multiplicadoras da informação”, concluiu.

Fonte

Ascom/Inema