Irecê Renegociação
Quilombolas de Barreiros de Itaguaçu são atendidas no Mutirão de Renegociação de Dívidas em Irecê
Comunidade Remanescente de Quilombo, localizada a 75 quilômetros do município, integra conjunto de 162 comunidades quilombolas do Território de Irecê
11/02/2025 19h39
Por: Pascoal Ferreira

Marilza Pereira, 42, presidente do Conselho Quilombola Território de Irecê e moradora da comunidade quilombola de Barreiros de Itaguaçu, situada a 75 quilômetros do município de Irecê, foi uma das consumidoras atendidas na tarde desta terça-feira (11), pelo Mutirão de Renegociação de Dívidas do Procon-Ba (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor). O órgão de defesa do consumidor, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), atuou em regime de plantão, das 8h às 16h, nos dias 10 e 11, renegociando pendências com empresas prestadoras de serviços de energia, água e saneamento, telefonia, comércio varejista, instituições financeiras e bancárias, dentre outras.

 "Vim renegociar uma dívida antiga, relacionada a um empréstimo que fiz com um banco. Isso já tem bastante tempo. Em Barreiros, a gente ainda não tem esse serviço por perto. O atendimento aqui foi muito bom, bem rápido e explicadinho. Só precisei trazer os documentos pessoais, como RG e CPF, e já encaminhei tudo. Por isso, se o Procon conseguir esse serviço para mais comunidades, será muito bom. Temos aqui 162 comunidades quilombolas no Território de Irecê, sendo todas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares", declarou. 

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Monalisa Gomes, 24, também moradora do povoado de Barreiros de Itaguaçu, esteve no mutirão para resolver débitos relacionados ao fornecimento de energia. "Trouxe minha prima, meu compadre e toda família para renegociar. Estou resolvendo uma situação ligada ao morador anterior da casa. Mesmo a gente se deslocando, vale muito a pena", afirmou a jovem.

Além do Mutirão, o Procon-Ba também realizou fiscalizações educativas em comércios e agências bancárias locais, orientando fornecedores sobre o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e relações de consumo. 

Fonte
Janaina Neri/Ascom SJDH