

Até o momento, foram recebidas 5 mil peças de roupas íntimas masculinas, cujos elásticos, após a descaracterização dos produtos, foram reciclados para aproveitamento em fardamentos produzidos pelos próprios detentos, com economia de R$ 0,57 centavos por farda. Os núcleos foram instalados nos Conjuntos Penais de Teixeira de Freitas, Itabuna, Eunápolis e Vitória da Conquista. Os detentos que trabalham na descaraterização das mercadorias recebem o benefício legal da remição de pena. Segundo informações da Seap, cada unidade prisional pode contar com até 50 presos trabalhando na descaracterização, dentro do processo de ressocialização. Uma nova remessa de 7 mil cuecas está prevista para ser doada ainda este ano ao sistema prisional, que deve receber também outras peças de vestuário, conforme prevê a cooperação.
A reunião teve a participação do procurador-geral de Justiça Pedro Maia; do secretário de Administração Penitenciária José Carlos Castro; do superintendente da 5ª Região Fiscal Francisco Lessa; do chefe de Gabinete do MP, promotor de Justiça Fabrício Patury; do superintendente de Ressocialização da Seap, Bacildes Terceiro; do coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), promotor de Justiça Hugo Casciano; do coordenador da Umep, promotor de Justiça Edmundo Reis; do corregedor-administrativo, promotor de Justiça Roberto Gomes; da promotora de Justiça Márcia Munique e servidora Jaqueline Menezes de Oliveira, responsável no MP desenvolver e acompanhar projetos de ressocialização, ambas da Umep; dos auditores-fiscais Valdir Lemos e Sandra Magnavita, entre outros representantes da 
“É fundamental esse diálogo interinstitucional, que só fortalece o destinatário final do serviço público, a sociedade baiana. Essa iniciativa que, a Receita Federal capitaneia em conjunto com o Ministério Público e a Seap, tem uma finalidade fundamental, que é aproveitar o produto apreendido, dando a ele uma destinação importante para o sistema prisional, atendendo às necessidades dos próprios presos. O MP está pronto para trabalhar em conjunto, compartilhando informações, aprofundando a parceria e o diálogo”, afirmou procurador-geral Pedro Maia. O secretário José Castro destacou a importância da destinação das peças para o processo de ressocialização dos presos. “Essa é a nossa maior missão. Além da remição de pena, os detentos também são remunerados pelo trabalho, que tem uma função de reintegração social muito importante”, disse.
