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Vereador inconformado com construção de escolas na zona rural de Ibititá

Paulo Dourado tenta justificar que a escola é desnecessária pelo tamanho da comunidade, que prepara repúdio na Câmara
Vereador inconformado com construção de escolas na zona rural de Ibititá
Foto: João Jr.

Em mais um questionamento na Justiça, o vereador Paulo Dourado (PMDB), do município de Ibititá, denuncia a Prefeitura ao Ministério Público Federal (MPF) por ter construído escolas nos povoados de Lagoa do Zé Mendes e Batatas, zona rural da cidade. No documento, ao citar o caso de Zé Mendes, na tentativa de justificar a falta de necessidade da obra, o vereador alega que “a comunidade é pequena”. Em relação à Batatas, comunidade quilombola, Paulo Dourado sustenta que a unidade - que possui seis salas de aula - é “desnecessária pelo tamanho da comunidade”.


Ao final da representação, como se fosse crime promover a inclusão social pela Educação, o peemedebista pede “averiguação dos fatos para que os culpados sejam punidos”. Assim que a situação ganhou notoriedade, as comunidades de Batatas, Zé Mendes e povoados circunvizinhos (também beneficiados pelas escolas municipais) deram início a uma coleta de assinaturas para protocolar na Câmara Municipal de Ibititá uma moção de repúdio ao ato, considerado “descabido, insensível e carregado de motivação política”. "Não é possível que alguém seja contra a construção e o funcionamento de uma escola em nossa comunidade", declarou um morador, indignado com a situação. 


Paulo Dourado - que recentemente enfrentou processo de cassação - é um velho conhecido do meio político regional em função do atentado ao pudor explícito, ao admitir ter urinado em copos durante expediente oficial, por ter solicitado ao poder público benfeitorias em propriedade particular e por acumular (concomitantemente, de forma irregular e imoral) cargos públicos em Ibititá e na Assembleia Legislativa da Bahia. 

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