PSOL de Irecê se desvirtua dos seus ideais e fica à deriva ao perder importantes membros e defender coronelismo

PSOL de Irecê se desvirtua dos seus ideais e fica à deriva ao perder importantes membros e defender coronelismo

Há anos o PSOL de Irecê vem sendo desvirtuado dos seus ideais políticos partidários, perdendo sua expressividade e confiança na cidade. Depois que o presidente estadual Ronaldo Santos, entrou em contato com uma emissora local para retaliar e discordar da atual gestão municipal, a legenda na cidade perdeu suas principais lideranças: Sócrates Júnior (Socrinhas), Rubi Santos e Kell Dourado, que migraram para outras legendas.

Rubi, por exemplo, sem ajuda nenhuma da legenda e fazendo campanha ‘na canela’, teve mais de 900 votos para deputada. Já em Xique-Xique, o PSOL perdeu o grande líder comunitário, Railton, que nas últimas eleições municipais, teve mais de 300 votos. Railton se afastou por não comungar que a legenda fosse usada para servir de holofotes para a direita partidária da cidade.

Ex-diretor do PSOL de Irecê e um dos fundadores da legenda na cidade, João Da Hora diz que o partido, no interior da Bahia, passou há muito tempo a ficar a serviço de um lado político lhe desse oportunidade de barganhar algo.

“Aquela ligação de Ronaldo Santos para a Líder FM, falando mal da gestão de Elmo Vaz, deixou claro que estava a serviço do coronelismo na cidade. Agora vem lançar candidatos a vereadores sem candidato a prefeito, sem coligar com ninguém e, somente, para ficar atacando com representações na Justiça Eleitoral”, relatou Da Hora.

“Está mais do que claro que a legenda, mais uma vez está a serviço de um lado político. Como é que o Sr. Ronaldo liga para uma emissora para falar mal do atual gestor, sem nem ter vindo aqui em Irecê? Não precisa dizer mais nada, eles estão deixando claro que se desvirtuaram   totalmente dos seus ideológicos partidários, tanto que Heloisa Helena deixou a legenda. O PSOL na Bahia é uma colcha de retalhos que cobre os que estão na mídia em Salvador e deixa passar frio que está no interior à deriva, sendo serviçais de coronéis da política local em troca de migalhas de pão para sobreviver”, finalizou João da Hora.

Fonte: ARTIGO DE OPINIÃO

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