Notebooks e celulares foram apreendidos durante cumprimento de mandados em Irecê e São Gabriel

As apreensões foram feitas em empresas e em uma residência de pessoas ligadas a essas operações de venda de testes de coronavírus de baixa qualidade para o Distrito Federal.
Notebooks e celulares foram apreendidos durante cumprimento de mandados em Irecê e São Gabriel

A operação “Falso Negativo”, que apura irregularidades na compra de testes de Covid-19 pelo governo do Distrito Federal, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de São Gabriel e Irecê, na quinta-feira (2). De acordo com o coordenador Gaeco do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Adalto Araújo, computadores e smartphones foram apreendidos e serão levados para o DF, onde serão periciados.

As apreensões foram feitas em empresas e em uma residência de pessoas ligadas a essas operações de venda de testes de coronavírus de baixa qualidade para o Distrito Federal. Após essas buscas, foram apreendidos notebooks, alguns celulares, HDs e pendrives, além de documentos diversos.

ANÁLISE

“Esses materiais serão agora encaminhados ao Ministério Público do Distrito Federal, que vai fazer a análise e prosseguirá com as efetivas ações”, explicou Adalto. O coordenador detalhou ainda que a operação está relacionada a possíveis superfaturamentos na compra dos testes que detectam o coronavírus.

“Essa operação está relacionada com a investigação do Ministério Público do Distrito Federal, que investiga a compra de testes de Covid de baixa qualidade, possível superfaturamento no valor de R$ 40 milhões e possível conluio entre empresas”, disse ele.

PREFEITURAS NÃO TÊM RELAÇÃO

O MP-BA ressaltou que as prefeituras de São Gabriel e Irecê não são alvos dessa operação e da investigação, mas, sim, as empresas que realizaram a compra dos materiais. A operação foi deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal, com mandados em sete estados: GO, RJ, SP, PR, SC, BA e ES, além do próprio DF.

Segundo investigadores, servidores da Secretaria de Saúde do DF se organizaram para fraudar licitações e para comprar testes rápidos, do tipo IgG/IgM, com preços superfaturados. Ainda segundo a investigação, houve troca de marcas de testes por outras de qualidade inferior, o que contribui para o resultado falso negativo.

Resumo

  • As investigações apontam suspeita de superfaturamento nas compras e de baixa qualidade dos testes, que podem dar falso resultado negativo.
  • O prejuízo aos cofres públicos com as compras superfaturadas é estimado, segundo a investigação, em cerca de R$ 30 milhões, de um total de R$ 74 milhões em compras.
  • São investigados os possíveis crimes de fraude a licitação, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e cartel.
  • A operação cumpre 74 mandados de busca e apreensão em mais de 20 cidades.
  • Entre os endereços alvo dos mandados estão o Laboratório Central do DF, a Farmácia Central, a Secretaria de Saúde do DF e residências dos responsáveis pelas compras.
  • Compras foram feitas com dispensa de licitação. 

Com informações dos sites Infosaj e G1

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