Irecê

Grupo de Equoterapia Ireceense vai à Câmara e relata dificuldades: “Precisamos de uma solução”

"Com convênio ou não com o poder público, nós não vamos desistir nem parar; vamos continuar."

A implantação do Centro de Equoterapia em Irecê ainda é um sonho à espera de muitas “mãos unidas” para se tornar realidade.

Enquanto o projeto não se concretiza, o Grupo Ireceense de Equoterapia para Crianças e Adolescentes com Deficiência vem se doando voluntariamente desde agosto de 2016, no atendimento às crianças com deficiência.

Sem qualquer convênio com os poderes público ou privado, o grupo consegue atender, mesmo de forma limitada, nove crianças. Eram dez, mas uma delas faleceu na semana passada.

As ações do grupo e a luta pela implementação do Centro foram amplamente discutidas na sessão desta quinta-feira (30), da Câmara de Vereadores da cidade.

Desabafo:

Representando o grupo, a fisioterapeuta Leila Fernandes usou a Tribuna e fez um desabafo emocionante, lembrando das dificuldades e das inúmeras tentativas de diálogos com o poder público para celebrar um convênio que atenda dignamente as crianças deficientes.

“Tentamos um convênio com a prefeitura, que em fevereiro deste ano, se reuniu com a gente e até fez postagem no Facebook alimentando a esperança da implantação do projeto, mas até hoje, nada. Foi criada uma expectativa muito grande e muitas famílias nos procuram pensando que temos contrato com a prefeitura”, relata ela.

Diálogos

“Houve um diálogo para, além das dez crianças que podemos atender, firmar um acordo para atender só mais 20 do Cermult, o que não condiz com a realidade, pois  mais de 100 crianças estão cadastradas no município à espera de atendimento no Cermult”, acrescenta Leila.

“Certa vez um vereador me perguntou como andava o projeto, eu fui sincera e disse: “Nós fomos abandonados. Batemos na porta de diversos vereadores e muitos não deram a mínima importância ou preocupação”, ressalta.

Os Vereadores

Muitos vereadores se mostraram surpresos diante das situações apresentadas. “Pensei que a prefeitura já tinha resolvido isso. Vamos fazer o possível para que o convênio seja concretizado”, disse Margarida Cardoso.

Fabiano Bia também comentou: “Participei de vários encontros a respeito e sei da elevada importância desse projeto. Vamos procurar saber o que realmente aconteceu”.

O vereador e presidente da Câmara, Figueredo Amorim, lamentou as dificuldades enfrentadas pelo grupo e se colocou à disposição para fazer os encaminhamentos necessários. “Tenho certeza que, dentro dos limites e das possibilidades, de alguma forma o prefeito vai dar uma atenção especial”.

 Doações

Atualmente, as atividades de Equoterapia são realizadas no Parque de Exposições da cidade, que não oferece a estrutura necessária para os atendimentos.

Sensibilizado, o Grupo Amigos do Sertão doou uma sala com as condições necessárias para as atividades de Equoterapia. Uma área para construção de um redondel adaptado também foi doado.

“É preciso entender que não é simplesmente colocar uma criança em cima de um cavalo. Existe todo um processo cauteloso envolvido. Mas sem convênio ou não, nós não vamos desistir, vamos continuar”, finaliza Leila.

 

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