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Cachorro abandonado é envenenado e morto por funcionário da Carrefour

Barbaridade: Cachorro abandonado é envenenado e morto por funcionário da Carrefour

Um cachorro abandonado morreu após ser envenenado e espancado por um funcionário de uma loja da rede do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (30), segundo relato de ativistas.

"Um segurança do Carrefour que matou o cachorro. Ia ter uma visita de supervisores da matriz e o dono do mercado, da filial de Osasco, pediu para o funcionário dar um fim no cachorro. Ele deu chumbinho no meio de mortadela, e agrediu o cachorro", afirmou ao G1 Rafael Leal, da ONG Cão Leal.

Fotos do animal ferido e a denúncia das agressões foram divulgadas no Facebook. Uma das postagens teve quase 20 mil compartilhamentos.

Em nota, o Carrefour afirma que o animal circulava pela unidade há alguns dias e que o Centro de Zoonoses foi acionado diversas vezes para que o cachorro fosse retirado do local, mas o chamado só foi atendido na última sexta (30).

Em nota, a rede afirma que o funcionário envolvido foi previamente afastado. O texto, entretanto, alega que o animal perdeu os sentidos após a abordagem de profissionais do Centro de Zoonoses de Osasco.

"No momento da abordagem dos profissionais do órgão para imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um 'enforcador'".

A Prefeitura de Osasco confirmou que recolheu o animal ferido e sangrando, com escoriações múltiplas. No entanto, a nota enviada pela assessoria de imprensa não cita o desmaio durante o uso do enforcador.

Rafael Leal contesta a versão do Carrefour e diz que o animal não foi retirado da loja por profissionais do Centro de Zoonoses. Ele foi socorrido por quem passava pelo local e viu o cachorro ferido. "O cachorro foi resgatado com vida todo ensanguentado por uma pessoa que estava perto e socorreu. Ele foi levado para uma clínica veterinária particular, mas morreu em atendimento", conta.

 

Ele afirma que soube do caso por meio de uma ativista que atua na região e foi uma das primeiras a tomar conhecimento da história.

 

 

Investigação

 

A Defesa Animal estadual disse que esteve no hipermercado em Osasco nesta segunda-feira (3), e que trabalha na elaboração do boletim de ocorrência.

"A Polícia Civil já está tomando providências, instaurando inquérito para investigar o caso e identificar o autor do crime", afirma o texto.

O órgão, ligado à subsecretaria estadual de Defesa dos Animais Domésticos, sob a chefia da Secretaria-Chefe da Casa Militar, afirma que a pena para maus-tratos animais é de três meses a um ano de prisão e multa.

"Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada em até um terço", diz texto divulgado na página da Defesa Animal nas redes sociais.

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