Irecê

Bioquímica de Irecê morre vítima de câncer; "era caridosa e amável"

Francisca Dantas Guimarães, 64 anos, lutava contra a doença há cerca de um ano. Era conhecida e respeitada pelo excelente trabalho à frente do Laboratório Laclin e sua religiosidade.
Francisca tinha 64 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

A bioquímica Francisca Dantas Guimarães, 64 anos, faleceu no fim da tarde desta quarta-feira (15), em Salvador.

 

Ela vinha enfrentando um câncer no pâncreas há cerca de um ano e estava internada na Capital, em tratamento.

 

O corpo da bioquímica será velado na Catedral Bom Pastor, às 9h, com celbração de misa de corpo presente.  O sepultado será às 10h, no Cemitério Municipal de Irecê. 

 

Francisca era conhecida na cidade pela sua vasta experiência à frente do Laboratório de Análises Clínicas (Laclin), localizado na Av. Caraíbas, Centro. Ela também atuava na Farmácia Gean.

 

 

Era muito religiosa e participava ativamente das atividades da Igreja Católica, onde ganhou, naturalmente, a admiração, carinho e respeito de todos. 

 

Nas redes sociais, clientes e amigos choram a perda da bioquímica. “Ela era uma pessoa muito humana e carinhosa, tinha um coração de Ouro”, descreveu a internauta Célia Silva. (Irecê Repórter)

 

 

 

CÂNCER DE PÂNCREAS

 

O pâncreas é uma glândula localizada na região superior do abdômen, atrás do estômago que faz parte do sistema digestivo.

 

O câncer de pâncreas é raro em jovens com menos de 30 anos. Ele atinge praticamente na mesma proporção homens e mulheres, em geral, com idade superior a 50 anos, especialmente entre os 65 e os 80 anos.

 

Sintomas

 

O câncer de pâncreas é uma doença que demora a apresentar sintomas, o que retarda e dificulta o diagnóstico. Quando eles aparecem, os mais comuns são: dor abdominal de leve ou forte intensidade que se irradia para as costas, icterícia, perda de apetite e de peso, cansaço, anemia, diabetes tipo 2.

 

Infelizmente, alguns desses sinais podem indicar que as células malignas já invadiram a corrente sanguínea e afetado os órgãos vizinhos. Nesses casos, a doença pode estar numa fase mais avançada e é mais resistente ao tratamento.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico leva em conta os sinas e sintomas e o resultado de exames de laboratório (especialmente a dosagem de uma proteína no sangue) e de imagem, tais como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPER). Em alguns casos, é preciso realizar uma biópsia para fechar o diagnóstico.

 

Prevenção

 

Não fumar e evitar o excesso de álcool são medidas importantes para a prevenção do câncer de pâncreas. Pessoas portadoras de outros fatores de risco, como pancreatite crônica, diabetes, histórico familiar ou submetidas a certas cirurgias de estômago, duodeno e vesícula devem manter um acompanhamento médico regular.

 

Tratamento

 

O tratamento do câncer de pâncreas pressupõe, sempre que possível, uma cirurgia para a retirada completa do tumor. Quando já existem focos de metástases prejudicando o funcionamento de outros órgãos, ela pode ser realizada para reduzir os sintomas adversos causados pela doença. Outro recurso paliativo é a colocação de endopróteses.

 

Quimioterapia, associada ou não à radioterapia, é um recurso terapêutico para evitar recidivas do tumor, para controle da doença ou alívio dos sintomas.

 

Fonte: Dr. Drauzio Varella

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