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Barragens de rejeitos da Yamana Gold em Jacobina: quais os riscos?

Mas, onde é a área considerada segura, se a cidade está às margens do rio Itapicuru?
Barragens de rejeitos da Yamana Gold em Jacobina: quais os riscos?
A segunda barragem de rejeito da Yamana Gold em Jacobina, tem um talude (paredão) de 55 metros de altura e capacidade para 13 milhões de toneladas de material, uma área de 34 hectares. O NI - 43.101 atesta que a mina ainda tem um potencial de 33,9 milhões de toneladas de material para ser processado. Você já imaginou quantos milhões de material já foram depositado na primeira barragem?
 
Risco é a função que associa a probabilidade de ocorrência de um evento indesejado, com a gravidade das consequências deste evento, caso ele venha ocorrer. Perigo é a condição ou conjunto de circunstâncias, que tem o potencial de causar ou contribuir para uma lesão ou morte (Sanders, Meccormick 1998).
 
As barragens de rejeitos no Brasil sofrem as seguintes classificações quanto ao risco e perigo:
 
1.1 - Categoria risco, podem ser alto, médio e baixo;
 
1.2 - Categoria dano potencial associado, podem ser alto, médio e baixo.
 
Em que classificação está a barragem de rejeito da Yamana Gold em Jacobina?
 
Iríamos saber com a realização do Simulado de Acidente, que seria realizado entre a Yamana Gold e Prefeitura, com a presença da Comdec - Defesa Civil do Estado da Bahia - mas foi cancelado por motivos de chuvas na data. Até o momento não foi remarcada outra data.
 
Sabe-se, porém, que a empresa detectou quase 200 pontos em que as pessoas terão que serem treinadas para quando ouvir a sirene tocar. Se der temp, eles têm que correr para uma área segura.
 
Mas, onde é a área considerada segura, se a cidade está às margens do rio Itapicuru?
 
Por Almacks Luiz Silva | Graduado em Gestão Ambiental com especialização em Recursos Hídricos, Saneamento e Residência Agrária em Tecnologias Sociais e Sustentáveis no Semiarido.
 
 O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a barragem VI no Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), que se rompeu na tarde desta sexta-feira, 25, tem volume de 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração.

Da Redação do Jacobina Notícias

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